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Dr Mario Peres é médico neurologista, com doutorado em Neurologia pela Escola Paulista de Medicina (unifesp), Pós-doutorado na Thomas Jefferson University, Philadelphia, autor do livro “Dor de cabeça: o que ela quer com você”, e de mais de 70 publicações científicas. Foi eleito Fellow do American College of Physicians.

 
 
         
 
 

 

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CAUSAS DA ENXAQUECA

Enxaqueca é uma doença multifatorial. Fatores genéticos, ambientais (stress, poluição, barulho, mudanças climáticas, odores), dietéticos (glutamato monossódico (aji-no-moto), nitratos (presente em salsichas, salames), aspartame, cafeína (café, cha, coca-cola), álcool (vinho tinto) e jejum); hormonais (ovulação, menstruação, pílula anticoncepcional) e irregularidade dos padrões de sono são implicados como mecanismos causadores da enxaqueca.

Para saber mais sobre desencadeantes de enxaqueca clique

http://cefaleias.com.br/lang/en/2009/desencadeantes-de-enxaqueca

 

Sintomas da Enxaqueca

abril 20th, 2009

A enxaqueca apresenta quatro fases distintas: pródromo, aura, cefaléia e resolução/pósdromo. Pródromo, ou fase premonitória, consiste no período anterior a cefaléia, podendo ser de dias precedendo a crise de enxaqueca. Mais de 50% dos pacientes apresentam sintomas premonitórios como fadiga, bocejos, retenção de fluido, dor muscular, desejo para determinadas comidas (chocolates, carbohidratos), alteração de humor. Acredita-se que boa parte destes sintomas são mediados pelo sistema dopaminérgico, e que medicações antidopaminérgicas podem evitar a crise de enxaqueca. Diminuição da serotonina também ocorre na fase prodrômica.       A aura enxaquecosa é definida por uma disfunção neurológica transitória originada no córtex cerebral (camada mais externa do cérebro) ou no tronco cerebral (base do cérebro, área de controle de funções vitais do organismo). A aura geralmente precede a crise de enxaqueca, mas também pode acompanhá-la. Em raras ocasiões, pacientes podem apresentar auras sem cefaléia. A Aura é na maioria das vezes visual, ou seja, pontos luminosos, linhas em zig-zag, pontos escuros. Podem ocorre outros tipos de aura, como as auras motoras (perda de força) ou sensitivas (formigamento ou perda da sensibilidade) geralmente em um braço, perna, face ou todo lado do corpo. A duração da aura e geralmente de 5 a 60 minutos, mas pode ser prolongada (mais que 60 minutos) ou curta (menos que 5 minutos). Auras ocorrem em cerca de 15% dos pacientes com enxaqueca, e são estes diagnosticados como enxaqueca com aura. A fase da cefaléia é certamente a que mais incapacita o sofredor de enxaqueca. A crise típica apresenta a característica dor pulsátil (latejante), localização em apenas um lado da cabeça (unilateral), piora da dor com esforço físico, dura de 4 a 72 horas. Apresenta náusea, vômitos, sensibilidade a luz, sons e cheiros associados a dor. A intensidade da dor é moderada para forte, e a crise causa grande impacto na vida do paciente, com perda da capacidade para atividades habituais.       A fase posterior à cefaléia, a fase de resolução ou posdrômica é caracterizada por intolerância a alimentos, cansaço, dificuldade em concentração, e dolorimento muscular, esta fase é pouco estudada no campo da cefaléia, mas acredita-se que ela resulta da recuperação do organismo posterior a dor de cabeça.

 

 

enxaqueca

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O que é enxaqueca


Tipos da enxaqueca
Enxaqueca na população
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Sintomas da enxaqueca

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Enxaqueca crônica

Enxaqueca com aura

Enxaqueca sem aura

Enxaqueca na mulher
Enxaqueca menstrual

Enxaqueca na infância

Diagnóstico da enxaqueca

Impacto da enxaqueca

Tratamento  da enxaqueca


 

DEFINIÇÃO DE ENXAQUECA

A enxaqueca é uma doença crônica caracterizada por crises de dor de cabeça auto-limitadas devido a uma disfunção transitória do cérebro. A dor é geralmente do tipo pulsátil, latejante; tipicamente em um lado da cabeça, acompanhada de náusea, às vezes vômitos, e sensibilidade à luz e sons. É uma das cefaléias mais comuns na população geral, presente de 10 a 20% dos indivíduos. É uma das cefaléias mais incapacitantes, responsável por uma média de 4 dias de trabalho perdidos por ano nas pessoas acometidas. Existem modernos tratamentos que levam a um ótimo controle da doença, bem como rápido alívio das crises de enxaqueca.

 

TIPOS DE ENXAQUECA


Vários tipos de enxaqueca existem. Enxaqueca com aura, enxaqueca sem aura, enxaqueca basilar, enxaqueca oftalmoplégica, enxaqueca hemiplégica familial, enxaqueca retiniana, status enxaquecoso, enxaqueca complicada e enxaqueca transformada (cefaléia crônica diária) são os tipos descritos.       Enxaqueca sem aura é a forma mais comum de enxaqueca, é na maioria das vezes o que popularmente se chama enxaqueca. A duração das crises é de 4 a 72 horas, e são necessárias 5 crises para considerarmos o diagnóstico de enxaqueca Os sintomas presentes na enxaqueca sem aura incluem a dor do tipo pulsátil, de moderada a forte intensidade, tipicamente em um lado da cabeça. A cefaléia piora com atividades habituais e é acompanhada de sensibilidade a luz, barulho e cheiros, enjôo, e por vezes vômitos.       Enxaqueca com aura. Apresenta as mesmas características da enxaqueca sem aura, porém, fenômenos visuais como luzes, pontos escuros, figuras geométricas e até a perda de uma parte do campo visual são descritas.

 

ENXAQUECA NA POPULAÇÃO

A enxaqueca é uma doença bastante comum na população geral.  São acometidas aproximadamente 20% das mulheres e 10% dos homens, mas em determinadas faixas etárias, principalmente na fase mais produtiva, entre 30 e 50 anos, pode acometer ate cerca de 30% das mulheres. Em estudo epidemiológico feito recentemente no Brasil foi detectada a prevalência de 15,2% de enxaqueca no Brasil.      A enxaqueca é mais comum em pessoas da raça branca, seguida pela raça negra, e menos comum em orientais.       A enxaqueca é responsável por uma perda média de 4 dias de trabalho por ano nas pessoas acometidas, sendo uma das principais causas de falta ao trabalho. O impacto da enxaqueca também atinge atividades familiares, sociais e escolares. O seu custo indireto é estimado em 13 bilhões de dólares por ano nos estados unidos.       Apesar do grande impacto na sociedade, a enxaqueca é ainda uma doença pouco diagnosticada, muitas pessoas são acometidas mas não sabem. Por isso, a maioria dos enxaquecosos não recebem tratamento adequado para as suas dores de cabeça.

 

CAUSAS DA ENXAQUECA

Enxaqueca é uma doença multifatorial. Fatores genéticos, ambientais (stress, poluição, barulho, mudanças climáticas, odores), dietéticos (glutamato monossódico (aji-no-moto), nitratos (presente em salsichas, salames), aspartame, cafeína (café, cha, coca-cola), álcool (vinho tinto) e jejum); hormonais (ovulação, menstruação, pílula anticoncepcional) e irregularidade dos padrões de sono são implicados como mecanismos causadores da enxaqueca.

Para saber mais sobre desencadeantes de enxaqueca clique

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Sintomas da Enxaqueca

abril 20th, 2009

A enxaqueca apresenta quatro fases distintas: pródromo, aura, cefaléia e resolução/pósdromo. Pródromo, ou fase premonitória, consiste no período anterior a cefaléia, podendo ser de dias precedendo a crise de enxaqueca. Mais de 50% dos pacientes apresentam sintomas premonitórios como fadiga, bocejos, retenção de fluido, dor muscular, desejo para determinadas comidas (chocolates, carbohidratos), alteração de humor. Acredita-se que boa parte destes sintomas são mediados pelo sistema dopaminérgico, e que medicações antidopaminérgicas podem evitar a crise de enxaqueca. Diminuição da serotonina também ocorre na fase prodrômica.       A aura enxaquecosa é definida por uma disfunção neurológica transitória originada no córtex cerebral (camada mais externa do cérebro) ou no tronco cerebral (base do cérebro, área de controle de funções vitais do organismo). A aura geralmente precede a crise de enxaqueca, mas também pode acompanhá-la. Em raras ocasiões, pacientes podem apresentar auras sem cefaléia. A Aura é na maioria das vezes visual, ou seja, pontos luminosos, linhas em zig-zag, pontos escuros. Podem ocorre outros tipos de aura, como as auras motoras (perda de força) ou sensitivas (formigamento ou perda da sensibilidade) geralmente em um braço, perna, face ou todo lado do corpo. A duração da aura e geralmente de 5 a 60 minutos, mas pode ser prolongada (mais que 60 minutos) ou curta (menos que 5 minutos). Auras ocorrem em cerca de 15% dos pacientes com enxaqueca, e são estes diagnosticados como enxaqueca com aura. A fase da cefaléia é certamente a que mais incapacita o sofredor de enxaqueca. A crise típica apresenta a característica dor pulsátil (latejante), localização em apenas um lado da cabeça (unilateral), piora da dor com esforço físico, dura de 4 a 72 horas. Apresenta náusea, vômitos, sensibilidade a luz, sons e cheiros associados a dor. A intensidade da dor é moderada para forte, e a crise causa grande impacto na vida do paciente, com perda da capacidade para atividades habituais.       A fase posterior à cefaléia, a fase de resolução ou posdrômica é caracterizada por intolerância a alimentos, cansaço, dificuldade em concentração, e dolorimento muscular, esta fase é pouco estudada no campo da cefaléia, mas acredita-se que ela resulta da recuperação do organismo posterior a dor de cabeça.

 

ENXAQUECA MENSTRUAL

Pacientes com enxaqueca menstrual (EM) são consideradas aquelas com crises de enxaqueca que aumentam sua freqüência durante o período menstrual, e constituem cerca de um terço das pacientes com enxaqueca. No entanto, enxaqueca menstrual verdadeira (EMV) são crises que ocorrem apenas entre  os dias -2 (dois dias antes do inicio da menstruação) e +3 (três dias depois) do ciclo menstrual, e em nenhum outro dia fora deste período. Neste critério mais restrito, encontram-se apenas 7% das pessoas com enxaqueca.        

Enxaqueca menstrual ocorre provavelmente pela queda dos níveis de estrógeno.        O tratamento medicamentoso da enxaqueca menstrual engloba medicações preventivas, abortivas da crise e terapias hormonais. Anti-inflamatórios, ergotaminas e triptans podem ser usados para o tratamento da crise de enxaqueca, e estas mesmas medicações podem ser usadas numa estratégia chamada de prevenção de curto prazo, utilizando-as durante o período previsto de ocorrência das crises durante o período menstrual, geralmente de 5 a 7 dias. Medicações profiláticas normalmente utilizadas no tratamento preventivo da enxaqueca (antidepressivos, beta-bloqueadores, anticonvulsivantes) podem ser utilizadas durante todo o ciclo menstrual caso a paciente não responda a estratégia de prevenção de curto prazo.        Terapias hormonais também podem ser utilizadas no tratamento da EM, particularmente os patches transdérmicos de estrógeno. Danazol, tamoxifeno e bromoergocriptina podem ser benéficos nos casos resistentes. Tanto a histerectomia quanto a ooforectomia não são efetivas no tratamento da EM.

 

ENXAQUECA NA MULHER

Uma série de evidências ligam as cefaléias, particularmente a enxaqueca, e os hormônios sexuais femininos, estrógeno e progesterona.       A enxaqueca na mulher é influenciada por diversas mudanças hormonais ao longo da vida, tais como, a menarca, menstruação, uso de contraceptivos orais, gravidez, puerpério, menopausa e terapia de reposição hormonal.       A enxaqueca é mais freqüente nas mulheres (18%) do que em homens (6%),  numa razão de 3:1, porém, em crianças na fase pré-puberal, esta diferença não existe. As crises de enxaqueca estão ligadas ao período menstrual em 60% das vezes, e ocorrem exclusivamente neste período em 14% dos casos. Enxaquecas pré-menstruais podem também fazer parte da síndrome pré-menstrual.       A enxaqueca pode piorar na gravidez, durante o primeiro trimestre, e, embora a maioria das gestantes fiquem livres de dor de cabeça nos segundo e terceiro trimestres, 25% das mulheres não apresentam qualquer mudança nas crises durante a gravidez. A enxaqueca menstrual tipicamente melhora durante a gravidez, potencialmente por causa dos  altos níveis mantidos de estrógeno.       A terapia de reposição hormonal pode exacerbar as crises de enxaqueca, assim como o uso de contraceptivos orais. A prevalência da enxaqueca diminui com a idade, mas na menopausa pode ocorrer uma piora.             

 

TRATAMENTO DA ENXAQUECA

O tratamento da enxaqueca pode ser com remédio ou sem remédio, pode ser um tratamento preventivo, para evitar que venham as crises de enxaqueca, que é o principal conceito no tratamento da enxaqueca, ou pode ser também um tratamento agudo, com medidas que aliviam as dores de cabeça fortes ou fracas na hora em que elas aparecem.

 O tratamento da enxaqueca tem então um diagrama como vemos abaixo:

TRATAMENTO  PREVENTIVO MEDICAMENTOSO TRATAMENTO AGUDO           MEDICAMENTOSO
TRATAMENTO  PREVENTIVO  NÃO MEDICAMENTOSO TRATAMENTO AGUDO  NÃO MEDICAMENTOSO

Leia mais sobre tratamento da enxaqueca em http://cefaleias.com.br/tratamentos

Para marcar consulta com Dr Mario Peres, ligue para 11 32855726 ou 11 37473309

 

Text auf Deutsch

MIGRÄNE TRIGGERS
Mario Peres, MD, PhD, Direktor FACP, Sao Paulo Headache Center
HINTERGRUND: Die Migräne ist eine chronische neurologische Erkrankung mit verschiedenen Trigger-Faktoren, einschließlich der Ernährung, hormonelle und ökologische Faktoren. Zweck: Analyse Fällungsreagenz Faktoren in einer Probe von Migräne-Patienten. METHODE: Zweihundert aufeinander folgenden Migräne-Patienten wurden über einen möglichen Auslöser für Migräne-Attacken. ERGEBNISSE: Die meisten Patienten zeigten mindestens eine Diät-Trigger, Fasten war die am häufigsten ein, gefolgt von Alkohol und Schokolade. Hormonelle Faktoren in 53%, wird die Pre-Periode die häufigsten Auslöser. Körperliche Aktivitäten verursacht Migräne bei 13%, sexuelle Aktivitäten bei 2,5% und 64% gaben an emotionaler Stress einen Trigger Faktor. 81% im Zusammenhang etwas Schlaf Problem als Auslöser Faktor. Im Hinblick auf ökologische Faktoren, die Gerüche wurden von 36,5%. FAZIT: Trigger-Faktoren sind häufig in der Migräne-Patienten, deren Vermeidung Kopfschmerzen können die Häufigkeit und auch die der Lebensqualität der Patienten.

 

GREEK

Ημικρανία TRIGGERS κείμενο
Mario Peres, MD, PhD, FACP, Διευθυντής Sao Paulo Πονοκέφαλος Κέντρο
ΠΛΑΙΣΙΟ: Ημικρανία είναι μια χρόνια νευρολογική ασθένεια με πολλούς παράγοντες ενεργοποίησης, συμπεριλαμβανομένων διαιτητικών, ορμονικών και περιβαλλοντικών παραγόντων. Σκοπός: να αναλύσει παράγοντες προκάλεσαν σε ένα δείγμα της ημικρανίας ασθενείς. ΜΕΘΟΔΟΣ: Διακόσια συναπτά ημικρανία ασθενείς ερωτήθηκαν σχετικά με τις δυνατότητες ενεργοποίησης των παραγόντων για την ημικρανία επιθέσεις. ΑΠΟΤΕΛΕΣΜΑΤΑ: Οι περισσότεροι ασθενείς παρουσίασαν τουλάχιστον μία διαιτητική ενεργοποίησης, νηστεία ήταν η πιο συχνή ένα, ακολουθούμενο από το αλκοόλ και τη σοκολάτα. Τα ορμονικά παράγοντες εμφανίστηκαν στο 53%, που είναι η προ-εμμηνορροϊκού περίοδο η πιο συχνή ενεργοποίησης. Η σωματική δραστηριότητα προκάλεσε την ημικρανία σε 13%, σεξουαλικές δραστηριότητες σε 2,5% και 64% ανέφερε συναισθηματικό στρες ενεργοποίησης παράγοντα. 81% του ύπνου σχετίζονται με κάποιο πρόβλημα ως παράγοντας ενεργοποίησης. Όσον αφορά τους περιβαλλοντικούς παράγοντες, μυρωδιές αναφέρθηκαν από 36,5%. ΣΥΜΠΕΡΑΣΜΑ: πυροδότησης είναι συχνή σε ασθενείς με ημικρανία, την αποφυγή κεφαλαλγία μπορεί να μειώσει τη συχνότητα και επίσης τη βελτίωση των ασθενών της ποιότητας της ζωής.

 

Fattori scatenanti l’emicrania
Mario Peres, MD, PhD, FACP
Direttore, Sao Paulo Centro Cefalea
BACKGROUND: Emicrania è una malattia neurologica cronica con diversi fattori scatenanti, tra cui la dieta, fattori ormonali e ambientali. SCOPO: Per analizzare i fattori precipitanti in un campione di pazienti con emicrania. METODO: Due cento emicrania pazienti consecutivi sono stati intervistati circa i possibili fattori scatenanti di attacchi di emicrania. RISULTATI: La maggior parte dei pazienti ha evidenziato almeno una dieta grilletto, il digiuno è il più frequente uno, seguito da alcool e di cioccolato. Fattori ormonali apparve nel 53%, essendo il periodo pre-mestruale più frequenti trigger. L’attività fisica causata emicrania nel 13%, attività sessuale nel 2,5% e il 64% ha segnalato un trigger stress emotivo fattore. 81% connessi alcuni problemi del sonno come un fattore di trigger. Per quanto riguarda i fattori ambientali, gli odori sono stati segnalati dal 36,5%. CONCLUSIONE: fattori scatenanti sono frequenti in pazienti con emicrania, la sua evasione può diminuire la frequenza e mal di testa anche a migliorare i pazienti ‘qualità della vita.

 

Dutch

Migraine TRIGGER FACTOREN
Mario Peres, MD, PhD, FACP
Directeur, Sao Paulo Hoofdpijn Center
ACHTERGROND: Migraine is een chronische neurologische ziekte met meerdere reactieprijs factoren, waaronder dieetproducten, hormonale en omgevingsfactoren. Doel: Het analyseren precipiterende factoren in een monster van migraine patiënten. METHODE: Tweehonderd opeenvolgende migraine patiënten werden geïnterviewd over de mogelijke aanleidingen voor migraine aanvallen. RESULTAAT: De meeste patiënten vertoonden minstens een dieetproduct reactieprijs, vasten is het meest frequent een, gevolgd door alcohol en chocolade. Hormonale factoren bleek in 53%, wordt de pre-menstruele periode de meest voorkomende trigger. Fysieke activiteiten veroorzaakt migraine bij 13%, seksuele activiteiten met 2,5% en 64% gerapporteerd emotionele stress een trigger factor. 81% gerelateerd slapen probleem als een trigger factor. Met betrekking tot milieu-factoren, geuren werden gemeld door 36,5%. CONCLUSIE: Trigger factoren zijn vaak bij migraine-patiënten, het voorkomen kan verminderen hoofdpijn frequentie en ook verbetering van de patiënten de kwaliteit van het leven.

 

 

 

O que é cefaléia?

Cefaléia nada mais é que o termo científico, a palavra que os médicos usam para dor de cabeça. Significam absolutamente a mesma coisa.

A origem da palavra cefaléia vem do latim cephalaea que, por sua vez, tem origem no grego kephalaía.

CEFALÉIA = DOR DE CABEÇA

E o significado popular de dor de cabeça? Soam muito familiares algumas frases como: “Este menino está me dando uma dor de cabeça!” “Estas contas para pagar me dão uma dor-de-cabeça!” “Esse time só me dá dor de cabeça!”.

 

CEFALEIA – CAUSAS

 

Existem muitas causas de dor de cabeça, cefaléias e também muitos tipos de cefaléias. Nós dividimos as dores de cabeça basicamente em dois grandes grupos, as cefaléias (dor de cabeça) primárias, que têm como exemplo principal a enxaqueca, e as cefaléias secundárias, quando a dor de cabeça é um sintoma de uma outra doença como uma sinusite, aneurisma cerebral, tumor cerebral entre outras causas.

 

Vamos explicar antes as cefaléias secundárias: seu conceito é simples: a dor de cabeça é causada por uma outra doença, que tem como manifestação clínica a dor de cabeça. Em muitos casos é assim que gostamos de ver as doenças, como um ciclo monofásico, que  aparece e vai embora; tratamos a infecção, ou cura-se um tumor qualquer e os sintomas desaparecem.

 

A dor de cabeça secundária pode ocorrer devido a uma lista grande de alterações do organismo e da sua interação com o ambiente. As cefaléias secundárias podem ser causadas por traumas (traumatismo) cranianos e/ou cervicais (batidas na cabeça e/ou pescoço); doenças que afetam as artérias, veias e a circulação do cérebro (aneurismas cerebrais, arterite, isquemias cerebrais, trombose venosa cerebral e sangramentos no cérebro); doenças que aumentam ou diminuem a pressão de dentro da cabeça (não confundir com pressão arterial); tumores cerebrais;  ingestão ou exposição a produtos químicos nocivos e tóxicos (gás carbônico, álcool, drogas, glutamato monossódico, o Aji-no-moto®); uso excessivo de analgésicos ou pela retirada de substâncias (opióides e cafeína); infecções (no cérebro, como meningite viral, meningite bacteriana, meningites cronicas, abscesso cerebral, ou em qualquer lugar do corpo como sinusite, mastoidite, otite); alteração metabólica, por desequilíbrios do funcionamento do organismo (alterações de hormônios, pressão arterial, oxigenação); problemas das estruturas pericranianas, ou seja, qualquer problema de olhos, ouvido, nariz e seios da face, dentes e atm, pescoço.

 

Veja melhor, através da tabela:

 

Grupo

Exemplos

 

Traumas cranianos ou do pescoço

acidentes de carro, batidas na cabeça

 

Doenças das artérias, veias ou circulação cerebral

Aneurismas cerebrais, isquemias ou sangramentos no cérebro

 

Aumento ou diminuição da pressão intracraniana

hidrocefalia, cefaléia pós-raquianestesia

 

Tumores cerebrais

gliomas, glioblastoma multiforme, astrocitoma, meningiomas, neurinomas, metástases cerebrais

 

Produtos químicos

gás carbônico, álcool, drogas, Aji-no-moto®), analgésicos, retirada de opióides ou cafeína

 

Infecções

cerebrais (meningite viral, meningite bacteriana, abscesso cerebral), no corpo (gripes, sinusites, pneumonias, infecções urinárias)

 

Desequilíbrios do organismo

hormonais (tireóide, adrenal, ovários), pressão arterial, oxigenação)

 

Doenças de estruturas pericranianas

doenças dos olhos, ouvidos, nariz, seios da face, dentes, atm, pescoço

 

 

HISTORIA DA CEFALEIA

O ser humano sempre tentou voltar ao passado para entender o presente. Estudar história, por exemplo, sempre nos leva à reflexão. Será que a dor de cabeça, a cefaléia é tão somente fruto da modernidade, da existência em nossa vida do telefone celular, da internet, cadeias de fast-food? Tudo isso pode até contribuir bastante, mas não é só isso, a dor de cabeça é antiga:  há relatos de dores de cabeça e tratamentos para ela desde o Egito antigo.

Acredite, os primeiros tratamentos para dor de cabeça datam de 7 mil anos[ML3]  antes de cristo, quando se faziam trepanações (buracos no crânio de pessoas com cefaléia) para que demônios, maus espíritos pudessem escapar da cabeça do paciente. Felizmente os tratamentos para dor de cabeça melhoraram, não?  

O Deus egípcio Sobek, concretizado pela imagem de  um crocodilo, era uma divindade que simbolizava a terra (Geb), água (Osíris), fogo (Rá) e ar (Shu). A causa das doenças em geral era atribuída ao desequilíbrio dessas forças, por isso os egípcios antigos tratavam as dores de cabeça amarrando sobre a cabeça dos pacientes um crocodilo de argila e associavam a essa estratégia preces e imposição de mãos. Os convênios médicos de hoje provavelmente não cobririam esse tipo de tratamento!

Há relatos de cefaléia até entre os deuses gregos. Zeus com medo que sua esposa Métis desse à luz um filho mais forte que ele, engoliu a mãe grávida. Quando chegou a hora de sua filha  Palas Atena nascer, Zeus começou a ter dores de cabeça. Prometeu (Hefestos), vendo o sofrimento do deus, cortou sua cabeça com um machado dourado, e foi assim que Atena nasceu da cabeça de seu pai.

Hipócrates, famoso médico da Grécia antiga (460-370 BC), já descrevia características da enxaqueca quando relatou: “Se um paciente se queixa de dor de cabeça e pontos escuros na visão, vomitos biliosos aparacerão”. Prescrevia ervas que causavam vômitos para cessar as cefaléias. Alexander de Tralles (525-605 AD) atribuía a causa das dores a uma hiperfluidez de humores biliosos e tratava com eméticos (substâncias para provocar vômitos), purgativos, laxativos, além de proibir comidas gordurosas.

No século XVII, Thomas Willis deu o primeiro passo para  melhor entendimento das cefaléias. Sua teoria dizia que, na hora da dor, as artérias do cérebro inchavam.  O grande marco, porém, veio quando Michael Moskowitz, da Universidade de Harvard, em 1984, apresentou a teoria trigêmino-vascular, propondo que as cefaléias têm origem não só nas artérias, mas também nos neurônios, as células do cérebro.

Um brasileiro também teve importância histórica no desenvolvimento científico das cefaléias: o professor Aristides Leão, que demonstrou o fenômeno da “depressão alastrante”, hoje conhecido como o provável mecanismo da aura da enxaqueca. Aura é um fenômeno neurológico transitório que normalmente antecede ou acompanha crises de cefaléia, especialmente a enxaqueca, são aqueles pontinhos luminosos, linhas em zig zag, ou pontos escuros, duram de 5 a 60 minutos e desaparecem. Aura também pode aparecer como perda de força ou formigamento de um lado do corpo.

 

FAMOSOS COM CEFALEIAS

A lista de intelectuais e celebridades sofredoras de dor de cabeça, de alguma cefaléia não é pequena. Só para citar alguns, Miguel de Cervantes, escritor de  Dom Quixote; Thomas Jefferson, figura central da independência norte-americana; Sigmund Freud, o criador da psicanálise; Napoleão Bonaparte, Karl Marx, Júlio César, imperador romano, Edgar Allan Poe, poeta e prosador; Lewis Carroll, autor de Alice no país das maravilhas, os músicos Tchaikovsky e Chopin ou  o biólogo Charles Darwin entre tantos outros.

 

ANEURISMA CEREBRAL E DOR DE CABEÇA

O que é um aneurisma cerebral?

A palavra aneurisma vem do grego e quer dizer dilatação. O aneurisma cerebral é portanto um alargamento, uma dilatação anormal da parede da artéria. O aneurisma cerebral também é chamado de aneurisma intracraniano, ou aneurisma no cérebro.

O aneurisma cerebral é descoberto normalmente quando ocorre o seu rompimento, causando uma hemorragia cerebral, um sangramento no cérebro, chamado também de hemorragia subaracnóide, ou subaracnoidea, e de AVCH (acidente vascular cerebral hemorrágico) que pode ser grave, fatal, e causar importantes sequelas. A mortalidade de um sangramento secundário a um aneurisma cerebral é alta, 10 a 15% dos casos não chegam ao hospital a tempo, não sobrevivem até receber um primeiro atendimento, outros 50 % podem não resistir até após um mes da ocorrencia do sangramento

O tratamento do aneurisma cerebral consiste nas medidas para parar o sangramento cerebral e diminuir as sequelas neurológicas, mas o melhor tratamento quando possível é o de evitar o rompimento deste aneurisma cerebral, atraves da cirurgia de clipagem deste aneurisma, com uma microneurocirurgia, ou a embolização através de cateterismo, por angiografia cerebral digital, quando molas são colocadas na região interna do aneurisma cerebral.

INCIDENCIA E TAXAS DO ANEURISMA CEREBRAL

-Aproximadamente 0,2 a 3% das pessoas com aneurismas tem risco anual de sangramento.

  1. -          Cerca de 30.000 casos por ano ocorrem nos EUA de hemorragia subaracnoidea, 10 a 15 % nao resistem até chegar ao hospital, em um mes outros 50 % falecem, dos que sobrevivem metade fica com uma sequela permanente neurological.
  2. -          Mulheres apresentam duas vezes mais chance de ter um aneurisma cerebral que o homem.
  3. -          O Aneurisma cerebral  é detectado geralmente nas idade de 35 a 60 anos de idade.
  4. -          História de aneurisma cerebral na família eleva também o risco
  5. -          Negros e orientais apresentam taxas maiores de aneurisma cerebral

 

SINTOMAS DO ANEURISMA CEREBRAL

Os sintomas do aneurisma cerebral podem ser divididos em sintomas do aneurisma cerebral roto (quando ocorre o sangramento, a hemorragia cerebral), e não roto (quando ele não estourou).

Os sintomas do aneurisma cerebral roto (hemorragia cerebral) são:

  1. -          Dor de cabeça aguda, forte, chamada cefaleia sentinela, pois ela avisa de uma possivel ruptura do aneurisma cerebral, descrita como a pior dor de cabeça da vida da pessoa, caracterizada por um início súbito, explosivo, rapidamente progressiva, diferente das dores de cabeça habituais do indivíduo. A cefaleia é chamada no ingles de thunderclap headache, traduzida como cefaleia do trovão ou trovoada, pois a dor de cabeça é tão forte e aguda que lembra mesmo o paciente de uma paulada na cabeça.
  2. -          Desmaio, perda da consciencia
  3. -          Nausea, vomitos
  4. -          Visão dupla ou borramento visual
  5. -          Pupilas dilatadas
  6. -          Pescoço duro, rígido
  7. -          Perda de força em uma metade do corpo

 

Os sintomas do aneurisma cerebral não roto, quando não ocorreu a ruptura ou sangramento são:

  1. -          alteração visual, da fala,
  2. -          mudanças de comportamento, perda de memoria, concentração
  3. -          perda da coordenação, equilíbrio
  4. -          cefaleia do esforço

 

MINHA DOR DE CABEÇA PODE SER DO ANEURISMA CEREBRAL?

Uma das maiores preocupações de quem sofre de dores de cabeça fortes e agudas é o medo de ter um aneurisma cerebral, felizmente, na maioria esmagadora das vezes é só mesmo o medo de ter aneurisma o que gera mais sofrimento. A dor de cabeça, a cefaleia recorrente é mais comumente enxaqueca ou alguma cefaleia primaria, como cefaleia do tipo tensional, cefaleia em salvas, cefaleia do esforço benigna, cefaleias trigemino autonômincas.

A dor de cabeça pode ser de aneurisma quando ela apresentar algumas características, Uma dor de cabeça aguda, forte, descrita pelos pacientes como a pior dor de cabeça da vida da pessoa, muitas vezes até é a primeira dor de cabeça significativa da vida da pessoa. A dor é caracterizada por um início súbito, explosivo, rapidamente progressiva, diferente das dores de cabeça habituais do indivíduo. A cefaleia é chamada no ingles de thunderclap headache, traduzida como cefaleia do trovão ou trovoada, pois a dor de cabeça é tão forte e aguda que lembra mesmo o paciente de uma paulada na cabeça. A cefaleia, a dor de cabeça pode estar associada a outros sintomas juntamente com a dor como desmaio, perda da consciencia, nausea e vomitos mais intensos que os habituais de uma enxaqueca prévia, visão dupla ou borramento visual (diferente de uma aura habitual da enxaqueca), pescoço duro, nuca rígida, perda de força ou sensibilidade em uma metade do corpo.

A dor de cabeça pelo esforço físico, chamada cefaleia do esforço é um tipo de dor que pode ser originada do aneurisma cerebral. Na maioria das vezes a cefaleia do esforço é benigna, ou seja, uma cefaleia primária, que a própria dor de cabeça recorrente é o sintoma prinxipal da doença. Vários tipo de cefaleia do esforço podem ocorrer como a cefaleia da atividade sexual, quando a dor aparece na hora do orgasmo ou em outros momentos da atividade sexual. A cefaleia do esforço pode ser também ocasionada pela atividade física exaustiva, pela tosse, evacuação, espirro. Não devemos confundir a cefaleia do esforço com a piora da dor da enxaqueca com atividade física, no momento que ela ocorre, se o paciente fizer algum esforço exagerado a dor pode ser agravada momentaneamente. Exercícios físcos regulares são , no entanto, importantíssimos para a prevençao da dor de cabeca recorrente, das cefaleias primárias, da enxaqueca e cefaleia tipo tensional.

Se voce tem uma cefaleia desencadeado por um esforço físico procure um neurologista para um diagnóstico correto e tratamento adequado.

CAUSAS DO ANEURISMA CEREBRAL

As causas do aneurisma cerebral são diversas, mas todas envolvem uma fraqueza da parede da artéria. Isto ocorre por aterosclerose, envelhecimento, predisposição e doençasw que podem afetar as artérias como doenças inflamatórias, infecciosas e reumáticas. Os aneurismas cerebrais podem ser congênitos, quando são também de origem familiar, genética.

Os fatores de risco para aneurisma cerebral são: história na família de aneurisma cerebral, sexo feminino (duas vezes mais na mulher que no homem). Negros e orientais podem ter mais aneurismas cerebrais que broncos. Fatores de risco para doença cardiovascular como a hipertensão (pressão alta) e o tabagismo também são importantes

 

DIAGNÓSTICO DO ANEURISMA CEREBRAL

O diagnóstico do aneurisma cerebral roto, quando há sangramento cerebral, é feito facilmente com uma tomografia computadorizada do cérebro, pedida pelos medicos como CT de cranio (link com tomografia na área exames). Em alguns paises é chamada TAC (tomografia axial computadorizada), em ingles CT sacan ou CAT scan

A tomografia computadorizada da cabeça é um teste reapido, usa raio-x e apresenta as imagens em cortes finos, pode ser depois reconstruîda, pode necessitar de constraste iodado, pessoas alérgicas ao contraste podem ter reações. Pessoas diabéticas que usam metformina devem notificar que usam o medicamento, e quem tem disfunção renal pode ter agravamento se usado o contraste iodado. Através da tomografia pode ser feita a análise das artérias, na chamada angiotomografia

A Ressonancia Magnética (RM) cerebral mostra com mais detalhes o cérebro, além de poder mostras as artérias e veia (Angio ressonancia, AngioRM), usa o constraste paramagnético chamado gadolineo, que não causa as reações que o constraste iodado pode ocasionar. A ressonancia magnética é mais demorada que a tomografia e pode gerar a sensação de claustrophobia, medo de lugar fechado, por ser mais apertada que a tomografia (link com ressonancia magnética em exames).

A Angiografia cerebral digital é o exame padrão para avaliar o aneurisma cerebral, é feita uma punção em geral na virília, inserido um catéter que joga um constraste iodado no segmento arterial que deseja ser observado, é o processo semelhante ao cateterismo cardíaco

A punção liquórica, com o exame do líquido cefalorraquidiano, um líquido que percorre o cérebro e a coluna, pode detectar a presença de sangue, mesmo com a tomografia de cranio normal (link com exame do liquor na area exames)

Para determinar a localização exata do aneurisma, com ou sem ruptura, o medico necessitara ou da Angiografia cerebral digital, ou da angiotomografia, ou da angiografia por ressonacia magnetica.

 

TRATAMENTO DO ANEURISMA CEREBRAL

O tratamento do aneurisma cerebral pode ser feito tanto para evitar que ocorra o sangramento através da clipagem do aneurisma por cirurgia ou da embolização do aneurisma por angiografia digital cerebral, quanto para tratar o sangramento cerebral se ele ocorreu. O tratamento da hemorragia cerebral consequente ao sangramento do aneurisma cerebral pode ser feito com a descompressão do hematoma através da neurocirurgia, medidas de controle do vasoespasmo, pressão intracraniana, tratamento clínico da hipertensão, monitoramento em terapia intesiva e reabilitação. 

 

Dengue e dor de cabeça

Dengue tem como uma das principais manifestações a dor de cabeça.

A dengue é uma doença febril aguda causada por um vírus da família do flavivirus, é de evolução benigna, na maioria dos casos, e seu principal vetor é o mosquito Aedes aegypti, que se desenvolve em áreas tropicais e subtropicais. A dengue é um dos principais problemas de saúde pública de todo o mundo.

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Figura mostrando o mosquito da dengue, e o rash na pele



O vírus causador da doença possui quatro sorotipos: DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. A infecção por um deles dá proteção permanente para o mesmo sorotipo e imunidade parcial e temporária contra os outros três.

Existem duas formas de dengue: a clássica e a hemorrágica. A dengue clássica apresenta-se geralmente com febre, dor de cabeça, no corpo, nas articulações e por trás dos olhos, podendo afetar crianças e adultos, mas raramente mata. A dengue hemorrágica é a forma mais severa da doença, pois além dos sintomas citados, é possível ocorrer sangramento, septicemia e a evolução pode ser fatal.

MINHA DOR DE CABEÇA PODE SER DA DENGUE?

 

A dor de cabeça da dengue acompanha os outros sintomas da doença, como a dor no corpo, febre e mal-estar. Uma dor de cabeça aguda, forte, diferente das que habitualmente a pessoa costuma ter, com uma sequencia de dias com dor, associada a febre e dor no corpo, se o indivíduo esteve em áreas endêmicas deDengue, deve-se pensar no diagnóstico. Se ocorrer rigidez de nuca, vômitos, meningites viral,meningite bacteriana, ou meningite deoutra etiologia pode ser diagnosticada, para excluir esta suspeita deve ser feito, a critério médico, o exame do líquor.

Dor de cabeça intermitente, há vários anos, com intervalos longos entre uma crise e outra é pouco provável de ser originada da dengue. Na dor de cabeça da dengue osolhos costumam estar doloridos, com piora da dor quando eles se movimentam.

TRANSMISSÃO
A dengue não é transmitida de pessoa para pessoa. Seu principal vetor é o mosquito Aedes aegypti que, após um período de 10 a 14 dias, contados depois de picar alguém contaminado, pode transportar o vírus da dengue durante toda a sua vida. O ciclo de transmissão ocorre do seguinte modo: a fêmea do mosquito deposita seus ovos em recipientes com água. Ao saírem dos ovos, as larvas vivem na água por cerca de uma semana. Após este período, transformam-se em mosquitos adultos, prontos para picar as pessoas. O Aedes aegypti procria em velocidade prodigiosa e o mosquito adulto vive em média 45 dias. 

Temperatura
A transmissão da doença raramente ocorre em temperaturas abaixo de 16° C, sendo que a mais propícia gira em torno de 30° a 32° C. A fêmea coloca os ovos em condições adequadas (lugar quente e úmido) e em 48 horas o embrião se desenvolve. É importante lembrar que os ovos que carregam esse embrião podem suportar até um ano a seca e serem transportados por longas distâncias, grudados nas bordas dos recipientes. Essa é uma das razões para a difícil erradicação do mosquito. Para passar da fase do ovo até a fase adulta, o aedes demora em média dez dias.
Os mosquitos acasalam no primeiro ou no segundo dia após se tornarem adultos. Depois deste acasalamento, as fêmeas passam a se alimentar de sangue, que possui as proteínas necessárias para o desenvolvimento dos ovos. 

O Mosquito Aedes Aegypti mede menos de um centímetro, tem aparência inofensiva, cor café ou preta e listras brancas no corpo e nas pernas. Costuma picar nas primeiras horas da manhã e nas últimas da tarde, evitando o sol forte, mas, mesmo nas horas quentes, ele pode atacar à sombra, dentro ou fora de casa. Há suspeitas de que alguns ataquem durante a noite. O indivíduo não percebe a picada, pois no momento não dói e nem coça.

Segundo uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) a fêmea do Aedes voa até mil metros de distância de seus ovos. Com isso, os pesquisadores descobriram que a capacidade do mosquito é maior do que os especialistas acreditavam. Até então, eles sabiam que o Aedes só se distanciava cem metros.

Sintomas
Após a picada do mosquito, os sintomas se manifestam a partir do terceiro dia. O tempo médio do ciclo é de 5 a 6 dias.O intervalo entre a picada e a manifestação da doença chama-se período de incubação. É depois desse período que os sintomas aparecem: 
Dengue Clássica
Na dengue clássica a febre costuma durar de três a oito dias e pode causar pequenas bolhas vermelhas em algumas regiões do corpo, como pés, pernas e axilas. O paciente demora, em geral, uma semana para ficar bom. Porém, o cansaço e a falta de apetite podem demorar até quinze dias para sumir. A recuperação costuma ser total.

Os sintomas da dengue clássica são:

1.Febre alta com início súbito 2. Forte dor de cabeça 3. Dor atrás dos olhos, que piora com o movimento dos mesmos· 4.Perda do paladar e apetite 5· Manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo, principalmente no tórax e membros superiores 6· Náuseas e vômitos 7· Tonturas 8· Extremo cansaço 9· Moleza e dor no corpo 10· Muitas dores nos ossos e articulações.

Dengue Hemorrágica
Os sintomas da dengue hemorrágica são os mesmos da dengue comum. A diferença ocorre quando acaba a febre e começam a surgir os sinais de alerta:· Dores abdominais fortes e contínuas. Vômitos persistentes · Pele pálida, fria e úmida· Sangramento pelo nariz, boca e gengivas· Manchas vermelhas na pele· Sonolência, agitação e confusão mental· Sede excessiva e boca seca· Pulso rápido e fraco· Dificuldade respiratória· Perda de consciência.

Na dengue hemorrágica o quadro clínico se agrava rapidamente, apresentando sinais de insuficiência circulatória e choque, podendo levar a pessoa à morte em até 24 horas. De acordo com estatísticas do Ministério da Saúde, cerca de 5% das pessoas com dengue hemorrágica morrem. O objetivo do Ministério é que esse número seja reduzido a menos de 1%.

TRATAMENTO
O Aedes Aegypti mede menos de um centímetro, tem aparência inofensiva, cor café ou preta e listras brancas no corpo e nas pernas.
A reidratação oral é uma medida importante e deve ser realizada durante todo o período de duração da doença e, principalmente, da febre. O tratamento da dengue é de suporte, ou seja, alívio dos sintomas, reposição de líquidos perdidos e manutenção da atividade sangüínea. A pessoa deve manter-se em repouso, beber muito líquido (inclusive soro caseiro) e só usar medicamentos prescritos pelo médico, para aliviar as dores e a febre. 

o ser observado o primeiro sintoma, deve-se buscar orientação médica no posto de saúde mais próximo. As pessoas que já contraíram a forma clássica da doença devem procurar, imediatamente, atendimento médico em caso de reaparecimento dos sintomas agravados com os sinais de alerta, pois correm o risco de estar com dengue hemorrágica, que é o tipo mais grave. Todo tratamento só deve ser feito sob orientação médica.

O tratamento da dengue requer repouso e a ingestão de muito líquido, como água, sucos naturais ou chá. No tratamento, também são usados medicamentos anti-térmicos que devem recomendados por um médico.

É importante destacar que a pessoa com dengue NÃO pode tomar remédios à base de ácido acetil salicílico, como AAS, Melhoral, Doril, Sonrisal, Alka-Seltzer, Engov, Cibalena, Doloxene e Buferin. Como eles têm um efeito anticoagulante, podem promover sangramentos.

Para marcar consulta com Dr Mario Peres, médico neurologista, ligue para 11 32855726 ou 11 37473309 (hospital albert einstein). Para sabermais sobre a clínica e o Dr Mario Peres clique em http://cefaleias.com.br/clinica

 

Sinusite e dor de cabeça

SINUSITE

O que é sinusite?

SINTOMAS DA SINUSITE

MINHA DOR DE CABEÇA PODE SER DA SINUSITE?

CAUSAS DA SINUSITE

DIAGNÓSTICO DA SINUSITE

TRATAMENTO DA SINUSITE

 

O que é sinusite?

A Sinusite é uma inflamação ou infecção dos seios da face. Os seios da face são cavidades na região do nariz e do cranio, ao lado do nariz no maxilar (nas maças do rosto), e na região frontal, na testa e por trás dos olhos.

Os seios da face formam com suas cavidades ressonância à voz, aquecem o ar inspirado e diminuem o peso do crânio. São revestidos por uma mucosa semelhante à do nariz, rica em glândulas produtoras de muco e coberta por cílios com movimentos que conduzem qualquer material estranho para perto do nariz paraque seja eliminado.

O fluxo da secreção mucosa dos seios da face é permanente e imperceptível. Alterações anatômicas, que impedem a drenagem da secreção, e processos infecciosos ou alérgicos, que provocam inflamação das mucosas e facilitam a instalação de germes oportunistas, são fatores que predispõem à sinusite.

 

Sintomas

As sinusites podem ser divididas em agudas e crônicas.

Na sinusite aguda, costuma ocorrer dor de cabeça na área do seio da face mais comprometido (seio frontal, maxilar, etmoidal e esfenoidal). A dor pode ser forte, em pontada, pulsátil ou sensação de pressão ou peso na cabeça. Na grande maioria dos casos, surge obstrução nasal com presença de secreção amarela ou esverdeada, sanguinolenta, que dificulta a respiração. Febre, cansaço, coriza, tosse, dores musculares e perda de apetite costumam estar presentes.

Na sinusite crônica, os sintomas são os mesmos, porém variam muito de intensidade. A dor nos seios da face e a febre podem estar ausentes. A tosse costuma ser o sintoma preponderante. É geralmente noturna e aumenta de intensidade quando a pessoa se deita porque a secreção escorre pela parte posterior das fossas nasais e irrita as vias aéreas disparando o mecanismo de tosse. Acessos de tosse são particularmente freqüentes pela manhã, ao levantar, e diminuem de intensidade, chegando mesmo a desaparecer, no decorrer do dia.

MINHA DOR DE CABEÇA PODE SER DA SINUSITE?

A dor de cabeça da sinusite é uma cefaleia aguda quando ocorre sinusite aguda, que se localiza na região do seio acometido, se a sinusite for do seio maxilar, a dor de cabeça vai aparecer na maça do rosto, abaixo dos olhos, de uma lado ou de outro, ou dos dois lados. Se for uma sinusite do seio frontal, a dor de cabeça será na testa, também unilateral ou dos dois lados. As sinusites do seio etmoidal e esfenoidal podem ter irradiação da dor de cabeça para toda a cabeça, para região frontal, posterior ou lateral do cranio.

Junto com a dor de cabeça aparece geralmente sintomas nasais, como entopimento nasal, secreção nasal, coriza clara ou amarelada. Na enxaqueca pode aparecer os chamados fenomenos autonomicos, em geral no mesmo lado da dor, mas a crise é autolimitada, dura até 72 horas,quando os sinais nasais devem desaparecer, caso contrário, deve se descartar o diagnóstico de sinusite.

A sinusite cronica na maioria das vezes não é causa para cefaleia, para dor de cabeça forte. Rinite alérgica, com entopimento nasal, dificuldade respiratória, espirros e coceira no nariz podem estar relacionado e desencadear a sinusite.


CAUSAS DA SINUSITE

As causas da sinusite podem ser diversas, a sinusite aguda pode ser bacteriana,viral ou menoscomumente relacionada a outras causas como fungos

 

DIAGNÓSTICO DA SINUSITE

O diagnóstico da sinusite é feito através da suspeita clínica com a dor de cabeça, a cefaleia e os sintomas nasais e sistemicos como afebre, mal-estar geral, dor no corpo, fadiga. A tomografia computadorizada é o exame ideal para se definir a localização e extensão da sinusite

 

TRATAMENTO DA SINUSITE

O tratamento da sinusite é feito com antibióticos quando identificado algum agente bacteriano como pneumococos, hemophilus. Corticóides são geralmente associados para o tratamento das sinusites tanto bacterianas quanto virais.

 

MENINGITE E DOR DE CABEÇA

O que é meningite?

INCIDENCIA E TAXAS DA MENINGITE

SINTOMAS DA MENINGITE

MINHA DOR DE CABEÇA PODE SER DA MENINGITE?

CAUSAS DA MENINGITE

DIAGNÓSTICO DA MENINGITE

TRATAMENTO DA MENINGITE

 

O QUE É MENINGITE?

Meningite é uma inflamação das meninges. A meninge é um tecido, uma membrana que envolve todo o sistema nervoso central, encéfalo (cérebro e tronco cerebral) e medula espinhal. A meningite pode ser por algum agente infeccioso, bactérias, virus (meningite viral), fungos. A meningite pode ser por outras causas não  infecciosas como medicamentos, doenças inflamatórias, neoplasias (cancer). A meningite bacteriana é a mais perigosa, pois pode evoluir para a septicemia, que é uma infecção generalizada e causar graves sequelas até a morte. A meningite mais comum é a viral, a meningite viral é mais benigna, muitas vezes passa sem ser diagnosticada. O principal sintoma da meningite é a dor de cabeça, uma cefaleia forte, aguda, diferente das dores de cabeça habituais. Outros sintomas da meningite são a rigidez de nuca, pescoço rígido, nauseas, enjoo intenso, vomitos.

INCIDENCIA E TAXAS DA MENINGITE

Estima-se que 3.500 casos de meningite bacteriana e septicemia ocorram no Reino Unido todo ano. O Brasil entre 2003 e 2005 foram registrados 2400 casos de meningitis na região metropolitana de Goiania. Em 2006 morreram mais de 2.500 pessoas por causa da meningite, A meningite pode ser fatal, principalmente se for de origem bacteriana, especialmente a meningite menigocócica (causada pelo meningococo, uma bactéria com 3 sorotipos – A, B e C). Porisso a meningite no Brasil e em vários países é uma doença de notificação compulsória.

Algumas epidemias de meningite já assolaram o Brasil. Na década de 1970 a meningite meningocócica uma epidemia causada por vírus A e C com foco em São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, quase foi suficiente para serem cancelados os jogos pan-americanos de 1975. Na década de 80 epidemias causadas pelo meningoco do grupo B ocorreram.

 

SINTOMAS DA MENINGITE

O principal sintoma da meningite, qualquer que seja a causa é a dor de cabeça, a cefaleia. Uma cefaleia forte, de instalação aguda, diferente das dores de cabeça habituais. Normalmente a pessoa pode ter dores de cabeça de outra característica, quando apresentam um quadro de meningite podem ter uma cefaleia completamente distinta. Não há uma dor específica de meningite, ela pode ocorrer em qualquer lugar da cabeça, pode ser na frente, na região cervical, nuca, afetar os olhos, latejar. Se a meningite for grave, a dor serátambém mais forte, mas quadros de meningite viral podem aprestar dor de cabeça menos intensa, mais continua. O início do quadro é agudo, de um dia para outro a dor de cabeça começa e fica por vários dias, muitas vezes pode se passar desapercebida, e não ser diagnosticada comom uma meningite, estes quadros são geralmente de meningites virais. Outros sintomas da meningite são a rigidez de nuca, pescoço rígido, nauseas, enjoo intenso, vomitos.

A meningite viral pode apresentar-se com febre, mal estar, dores no corpo, fadiga, cansaço, fraqueza generalizada. São muito freqüentes náuseas e vômitos. As meningitis bacterianas podem apresentar estes mesmos sintomas mas mais graves, intensos. A meningite viral pode não cursar com febre necessariamente, já a meningite bacteriana dificilmente aparece sem febre (temperatura acima dos 37,8 graus)

A maior parte das pessoas com meningite desenvolve os sinais meníngeos, ou meningoradicular, que são identificados quando existe a rigidez de nuca. Como as meninges recobrem todo o sistema nervoso incluindo a medula espinhal, em toda a coluna, as raeizes nervosas ficam afetadas, tanto da cervical, pescoço, quanto da lombar, a dor pode aparecer nestas regiões, limitando até a movimentação, porisso que a pessoa não consegue encostar o queixo no peito, e o medico quando tenta flexionar o pescoço do paciente sente uma resistencia grande. Outro sinal radicular é a dor lombar e pernas quando se tenta elevar as pernas com o paciente deitado. Este movimento estira as meninges inflamadas causando dor.

Manchas na pele vermelhas,do tipo petéquias como a figura ao lado, podem ser sinal de meningococcemia, pode se fazer o teste de colocar um copo de vidro, se a mancha permanecer ao ser pressionada, pode ser um sinal de meningoccemia, deve-se procurar um hospital imediatamente

 

MINHA DOR DE CABEÇA PODE SER DA MENINGITE?

A dor de cabeça da meningite costuma ser diferente da dor antiga, habitual do paciente. Raramente uma meningite crônica, de evolução muito prolongada pode ser identificada. A meningite aguda, viral, bacteriana, por fungos, protozoarios e helmintos (vermes) tem uma instalação aguda, ou seja, começa de um dia para o outro, fica continua, oscila na intensidade, mas dificilmente ficara dias sem aparecer, o que é típico na enxaqueca. Geralmente bem mais forte e incapacitante que a dor habitual. A presença de outros sintomas como nausea, vomitos, enjoos muito fortes, presença de febre, fraqueza, mal estar geral, dor no corpo, rigidez de nuca ou outros sinais radiculares indica a suspeita da meningite, que vai ser confirmada com o exame do líquor

 

CAUSAS DA MENINGITE

As causas da meningite são tanto infecciosas, viral, bacteriana, fungos, protozoarios, helmintos. A meningite pode ser tambem de causa não infecciosa. Medicamentos, remedies, doenças inflamatórias.

MENINGITE VIRAL

Os vírus que com maior freqüência causam meningite são os enterovírus como os vírus Echo, Coxsackie, poliovírus e enterovírus de 68 ao 71 que causam mais de três quartos dos casos; outros vírus podem causar meningite são arbovírus, herpes 1 e 2, HIV (em fase aguda), caxumba e vírus da coriomeningite linfocitária.

 

MENINGITE BACTERIANA

A meningite bacteriana é muito mais grave que a meningite viral, pode ser até fatal, ou causar sequelas importantes.

As bactérias que mais causam meningite são os Streptococos pneumoniae (pneumococos), Haemophilus influenzae (hemófilos) ou Neisseria meningitidis (meningococos). Os hemófilos causam meningite principalmente nas crianças, mas hoje em dia, há vacinas disponíveis na rede pública o que fez cair drasticamente a incidencia. Os meningocos causam a doença menigocócia, que pode evoulir a septicemia

OUTRAS CAUSAS DE MENINGITE INFECCIOSA  (FUNGOS, PROTOZOARIOS, TUBERCULOSE E HELMINTOS)

As meningites podem outras causas infecciosas que não a viral ou bacteriana. A meningite pode ser por fungos,  como o criptococos (Cryptococcus neoformans) ou a candida (candida albicans). A meningite fungica ocorre quando o sistema imune está debilitado, em casos de AIDS, terapia com imunossupressores ou cancer. A meningite por criptococos é a meningite por fungos mais comum, é uma das infecções oportunistas que ocorrem na AIDS. A meningite fúngica pode ser crônica, difícil de diagnóstico e tratamento.

A menigite por tuberculose ocorre quando há tuberculose disseminada, quando o sistema imune está afetado por outras doenças e por imunossupressores. Costuma afetar os nervos cranianos, aparecendo paresias oculares, estrabismo, visão dupla, alteração dos movimentos da face, mastigação, deglutição.

A meningite pode ser causada por protozoários como a ameba e por helmintos como no Brasil o caso da neurocisticercose, uma infecção pela forma da larva da Taenia Solium. Ocorre pela ingesta de agua ou alimentos (verdures) contaminados por ovos da Taenia, o cisticerco.

 

MENIGITES NÃO INFECCIOSAS

Uma série de causas não infecciosas da meningite são possíveis. A meningite asséptica, assim chamada, pode ser por medicamentos, por doenças inflamatórias, por reações a substâncias injetadas no líquido cefalorraquidiano e pela invasão deste mesmo líquido e meninges por diversos tipos de cancer

 

MENINGITE MEDICAMENTOSA

Os remédios que causam meningite são: carbamazepina (Tegretol), co-trimoxazole (Bactrim), antiinflamatorios como ibuprofeno e naproxeno, levamisole, metronidazole (Flagyl), imunoglobulina, e as vacinas de rubeola e caxumba.

 

MENINGITE CARCINOMATOSA

Quando neoplasias atingem o sistema nervoso central elas podem se manifestar com meningite. A meningite carcinomatosa pode ser por tumores sólidos como melanoma, cancer de pulmão, mama, de tubo digestivo e por neoplasia hematologica como leucemias e linfomas

 

MENINGITE INFLAMATÓRIA

Meningites podem ser causadas por doenças inflamatórias como vasculites, lupus, doença de behçet, esclerose múltiplas, doenças cerebrovasculares,

                                                  

DIAGNÓSTICO DA MENINGITE

O diagnóstico da meningite é feito primeiramente com a suspeita clínica, com o aparecimento da dor de cabeça, normalmente uma cefaleia aguda, forte, pode ser cronica também quando a meningite for cronica. Outros sintomas da meningote como febre, cansaço, fadiga, mal estar geral, dor no corpo, rigidez de nuca também levantam a suspeita.

O diagnóstico só poderá ser confirmado se for realizada uma punção lombar para a coleta e análise do líquido cefalorraquidiano, quando um aumento de células confirmará a meningite, além do possível aumento de proteínas, redução da glicose em casos mais graves, presença de células cancerosas, fungos ou outros agentes.

Reações imunológicas podem ser feitas no exame do líquido cefalorraquidiano para se testar a presença de bactérias, virus, fungos, ou outras causas.

 

TRATAMENTO DA MENINGITE

O tratamento da meningite depende da sua manifestação e da sua causa. Se for uma meningite asséptica por algum medicamento o tratamento pode ser simplesmente a retirada do medicamento.

O tratamento da meningite bacteriana deve ser feito com antibióticos, introduzidos prontamente, devendo ser escolhido o antibiótico na dependencia do agente etioóligo isolado. No caso do meningococo, quando ocorre a meningoccemia, a septicemia, infecção generalizada, se não for iniciado o tratamento rapidamente o quadro pode evoluir e ser fatal. PORTANTO SE VOCE APRESENTAR DOR DE CABEÇA AGUDA, FEBRE, RIGIDEZ DE NUCA E MANCHAS VERMELHAS COMO A DESCRITA NA FIGURA PROCURE UM HOSPITAL IMEDIATAMENTE .

Meningite por herpes pode ser tratada com antiviral específico, assim como na meningite por tuberculose, protozoarios, fungos, helmintos.

A meningite pode ser previnida com vacinas,  existem vacinas para meningite por meningococo tipo C, A, W e Y, hemophilus influenza B,  e pneumococo.

 

Tipos curiosos de dor de cabeça

Alguns tipos de dor de cabeça são peculiares, quer seja pela sua manifestação, quer seja pela natureza do seu desencadeamento ou até mesmo pelo seu tratamento.

As cefaléias do esforço físico são tipos de dor que nos fazem pensar em outra doença, circulatórias ou de problemas de artérias e veias, é preciso uma investigação diagnóstica específica. É um tipo de dor que pode ocorrer por qualquer esforço físico: tosse, espirro, evacuação e exercício físico, ou atividade sexual.

A cefaléia da atividade sexual é ainda subdividida em cefaléia pré-orgasmática, que é uma dor em peso na cabeça e pescoço que ocorre durante a atividade sexual e aumenta conforme a excitação sexual, e a cefaléia orgasmática, como o próprio nome diz, ocorre durante ou após o orgasmo, de maneira súbita e muito intensa, chegando ser explosiva.

A cefaléia por estímulo frio ocorre após a ingesta de algum alimento ou bebida muito fria. A cefaléia do sorvete é um subtipo e a explicação para ela está na sensibilidade do nervo trigêmeo para temperaturas muito baixas.

Cefaléia do óculos de natação, ou cefaléia da compressão externa ocorre quando não só óculos de natação apertam muito a cabeça da pessoa, mas também faixas, tiaras, bandanas utilizadas por mulheres ou por desportistas em geral.

Cefaléia do banho quente. Iincrível não é? É rara, felizmente, foi descrita pela primeira vez por Japoneses, e ocorre após qualquer exposição térmica a água quente.

Cefaléia do restaurante chinês. É devida ao glutamato monossódico, o Aji-no-moto®, que contém glutamato, um aminoácido excitatório do cérebro.

Cefaléia em trovoada não é por causa de uma trovoada, mas pelo tipo de dor que ocorre, como se fosse uma trovoada.

A cefaléia da diálise merece destaque pois foram pesquisadores brasileiros que a descreveram.

 

 

NEURALGIAS

Neuralgia do trigêmeo se manifesta com dores do tipo choque, principalmente na face e mandíbula. A dor dura um ou mais segundos e pode ser desencadeada pelo se barbear, vento frio, engolir, às vezes até falar e lavar o rosto. Ocorre nas faixas etárias mais avançadas e é tratada com medicamentos e, em alguns casos, procedimentos cirúrgicos.

neuralgia do glossofaríngeo

Dor do tipo choque ou pontada, forte, que ocorre na região da base da língua, fundo da garganta, ouvido e ângula da mandíbula. Pode ser desencadeada por engolir, falar, tossir, semelhante à neuralgia do trigêmeo

neuralgia occipital

A neuralgia do occipital afeta a região da nuca, a dor é em pontada ou choque, pode ficar um dolorimento de fundo, pode aparecer de um lado da nuca, mais para o meio ou mais para perto do ouvido, apresenta boa resposta a bloqueio do nervo com anestésico local (injeção de xilocaina)


neuralgia supraorbital

É uma dor que ocorre na região em cima da pálpebra, de um só lado, pode ser abolida com bloqueio do nervo supraorbital, uma injeção de xilocaína na região frontal da cabeça (a autentica “injeção na testa”)


neuralgia pós-herpética

É um tipo de dor muito forte que ocorre na face, geralmente na distribuição de algum nervo, que foi acometido anteriormente por uma infecção do herpes-zoster, popularmente conhecido como “couro de cobra”, é mais frequente em idosos, imunodeprimidos (AIDS, cancer)

 

CEFALEIA CRÔNICA DIÁRIA

A cefaleia crônica diária é uma síndrome que compreende quatro doenças que tem em comum o fato de apresentarem a frequencia da dor de cabeça diariamente, ou quase diariamente, por definição, dor decabeça ou cefaleia diária é aquela dor de cabeça que aparece por mais do que 15 dias em um mes, por mais de tres meses.

Enxaqueca crônica, cefaleia tensional crônica, hemicrania continua e cefaleia nova diária e persistente são as quatro síndromes que compoem a cefaleia crônica diaria.

A enxaqueca crônica evolui geralmente de uma cefaleia do tipo enxaqueca, ocasional, esporádica, e passa a aumentar a frequencia até chegar a ser diária, ou vir mais dias com dor do que sem dor. Da mesma forma acefaleia tensional, porém como o próprio nome coloca, com caracterísitcas de dor de cabeça tipo tensional.

A cefaleia nova diária e persistente é caracterizada pela cefaleia de início já com fequencia alta, diária, não ocorre uma evolução como na enxaqueca crônica e cefaleia tensional crônica. Chamada em ingles de `´ new daily persistent headache´´.

A hemicrania continua também é classificada como uma cefaleia trigêmino-autonomica. É uma dor de cabeça que responde completamente a indometacina, uma antiinflamatório, que com o ajuste de dose alivia 100% das dores da hemicrania continua. A dor de cabeça pode ser forte nas exacerbações, mas tem uma dor de cabeça basal continua de intensidade leve e moderada. O termo hemicrania significa na metade do cranio, a hemicrania continua portanto é uma dor de cabeça que ocorre apenas em uma metade da cabeça.

 

CEFALEIA TENSIONAL

A cefaleia do tipo tensional é também uma cefaleia primária, como a enxaqueca, tem crises de dor de cabeça mais fracas, podem ser mais curtas na sua duração (30 minutos) e podem também ser mais longas (7 dias).

As caracteristicas da cefaleia do tipo tensional são praticamente opostas a enxaqueca, a dor de cabeça ao invés de pulsátil é uma dor de cabeça em peso, em aperto. Costuma ser uma dor de cabeça bilateral, os dois lados da cabeça doem. A dor de cabeça é fraca ou moderada, enquanto na enxaqueca, a dor é mais forte.

Abaixo encontra-se o critério diagnóstico para cefaleia tensional  

 

 

CEFALEIA DO TIPO TENSIONAL

A

Ao menos 10 preenchendo itens B, C e D

B

Duração de 30 minutos a 7 dias

C

Ao menos 2 dos 4 seguointes

 

Dor dos dois lados da cabeça

 

Dor em peso ou aperto (não pulsátil)

 

Intensidade moderada ou fraca

 

Não agravada por atividade física ou esforço

D

Ambos abaixo presentes

 

Não ocorre náusea nem vomitos

 

Pode haver ou só incômodo com a luz ou só com barulho, mas não os dois juntos

Continuum enxaqueca – cefaléia tensional

Em 1973, Walters e outros colocou em palavras a idéia do “continuum”. Mas, é claro, poucas vezes os pacientes, sofredores de dor de cabeça, lêem diagnósticos nos livros médicos.

A teoria do continuum fala sobre um espectro de manifestações, polarizados em dois lados, de um lado a enxaqueca e de outro a cefaléia tensional. Um mesmo indivíduo pode ter um dia uma crise com intensidade alta, vomitando, com dor latejante, de um só lado da cabeça, tendo que ficar deitado na cama: uma crise de enxaqueca; e outro dia ter uma dor mais leve, em peso, sem latejar, sem náusea, dos dois lados da cabeça, continuando a trabalhar sem tanto problema: é uma crise de cefaléia tensional. E se uma crise for latejante e forte, mas sem náuseas, sem incômodo com a luz e barulho? É enxaqueca ou enxaqueca tensional?

Pois é. Este é um dois maiores problemas na área das cefaléias, porque ao se definir enxaqueca segundo os critérios descritos na tabela, deixamos de diagnosticar um quadro incompleto, sem todas as características, que na verdade, são também tão comuns e incapacitantes que as enxaquecas e cefaléias do tipo tensional. É por isso que hoje chamamos de “provável enxaqueca”.

 

A teoria do continuum aceita o pólo enxaqueca e o pólo tensional como pontas de uma mesma reta, ou os dois lados da mesma moeda.

CEFALEIA TENSIONAL -  CAUSAS

A cefaleia tensional tem como causa um excesso de contratura muscular na região cervical, e da toda a musculatura pericraniana, os musculos que estão junto ao cranio, cabeça.

Assim como na enxaqueca, a tensão, ansiedade, nervosismo, irritabilidade, stress (estresse) são causadores, deflagram as crises de cefaleia tensional.

 

CEFALEIA TENSIONAL- TRATAMENTO

O tratamento da cefaleia tensional tem principalmente abordagem preventiva, isto é, evitar que a dor de cabeça apareça. O uso de remédios preventivos é a base do tratamento, mas medidas não medicamentosas como relaxamento, fisioterapia, psicoterapia (principalmente da linha cognitiva comportamental), yoga, exercícios físicos, acupuntura são usados.

Analgésicos devem ser evitados quando a dor de cabeça é frequente, com mais de duas vezes por semana, pois pode causar uma cefaleia de rebote. Relaxantes musculares podem ser utilizados, assim como antidepressivos e também remedios neuromoduladores.

 

CEFALÉIA EM SALVAS

O que é cefaleia em salvas

Histórico da cefaleia em salvas

Diagnóstico da cefaleia em salvas

Cefaleia em salvas na população

Fatores de risco e desencadeantes da cefaleia em salvas

Causas da cefaleia em salvas

Tratamento da cefaleia em salvas

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O que é cefaleia em salvas

Cefaléia em salvas (CS) é um tipo de dor de cabeça diferente da enxaqueca e da cefaléia tipo tensional. É definida como uma doença neurológica e é conhecida como uma das piores dores de cabeça que o ser humano pode experienciar. Ao contrário da enxaqueca, afeta mais homens que mulheres, acomete apenas um lado da cabeça, mais na região da fronte e olho, acompanhada de lacrimejamento, vermelhidão nos olhos, entupimento nasal, coriza, suor no rosto e queda da pálpebra. Um aspecto marcante é a ritmicidade das crises, tanto com um período preferencial de ocorrer ao longo do ano, como na sua predileção para atacar à noite.

Histórico da cefaleia em salvas

Admite-se que possa existir a cefaléia em salvas desde que o ser humano existe, mas a primeira descrição conhecida foi feita por um anatomista holandês, Nicolaas Tulp, em 1641.

A cefaléia em salvas já foi conhecida por vários nomes. A partir da descrição mais detalhada de Horton, em 1939, este tipo de cefaléia ficou mais conhecida como cefaléia de Horton, e foi chamada assim por muito tempo. Karl Ekbom, médico Sueco ainda vivo, Lee Kudrow e Robert Kunkle nos EUA foram figuras importantes e, no Brasil, a cefaléia em salvas foi assim batizada pelo dr. Edgar Raffaelli.

Em outros países e línguas a cefaléia em salvas tem outros nomes: cluster headache, em inglês; céphalée en grappe, em francês; cefalee a grappolo, em italiano; Cefalea em Racimos, em espanhol, e, em alguns países de língua portuguesa, cefaléia em cachos. Todos nomes são alusivos ao cacho de uva.

Diagnóstico da cefaleia em salvas

Como o médico faz o diagnóstico de cefaléia em salvas? Infelizmente os sofredores de cefaléia em salvasperegrinam anos e até décadas sem ter um diagnóstico correto. São diagnosticados como enxaqueca, neuralgia do trigêmeo, quando não são taxados de loucos…

A cefaléia em salvas é tão característica e distinta das outras dores de cabeça que o diagnóstico pode ser feito a partir das primeiras palavras do paciente. Em alguns casos, já se pode suspeitar só pelas características faciais, pois alguns deles apresentam o rosto marcado, cheio de rugas; é a chamada fácies “leonina”, e a pele tem aspecto de casca de laranja.

Apesar das características aparentes, o médico faz o diagnóstico de cefaléia em salvas baseado nos seguintes critérios diagnósticos:

a) pelo menos cinco crises preenchendo critérios B a D ;

b) dor forte ou muito forte unilateral, orbitária, supra-orbitária e/ou temporal, durando de 15 minutos a 3 horas, se não tratada;

c) a cefaléia é acompanhada de pelo menos um dos seguintes itens:

1. hiperemia) conjuntival (olho vemelho) e/ou lacrimejamento ipsilaterais (do mesmo lado da dor);
2. congestão nasal e/ou rinorréia (coriza nasal) ipsilaterais;
3. edema palpebral (inchaço nos olhos) ipsilateral;
4. sudorese frontal e facial ipsilateral;
5. miose e/ou ptose (queda da pálpebra) ipsilateral;
6. sensação de inquietude ou agitação.

As crises têm freqüência variante de uma a cada dois dias a oito por dia, se não for atribuída a outro transtorno, ou seja, no caso de um tumor, aneurisma ou outra doença.

Cefaleia em salvas na população

A cefaléia em salvas pode acometer de 0,07 a 0,27% da população geral. Em 9.800 recrutas suecos de 18 anos, aCefaleia em Salvas foi encontrada em 0,09%. Em 21.792 habitantes de San Marino, observou-se 0,09%. Na Dinamarca, os números são ainda maiores: 0,14%. Recentemente, na Itáli,a observou-se uma taxa maior, 279 para 100.000 habitantes, ou seja, 0,27%. Ainda faltam dados para sabermos no Brasil qual a prevalência daCefaleia em Salvas.

Faixa etária e sexo

Cefaleia em salvas é uma cefaléia que afeta principalmente o homem adulto. Um fenômeno recente vem acontecendo na cefaleia em salvas: a mulher ganha espaço não só no mercado de trabalho mas também na quantidade de casos de Cefaleia em salvas. Os primeiros dados sobre a doença apontavam para uma taxa de oito homens para uma mulher com esse tipo de cefaléia, quer dizer que havia 8 vezes mais homens que mulheres comCefaleia em Salvas. Esses números baixaram. Ainda os homens tem mais Cefaleia em Salvas, mas em uma relação menor, de dois a três homens para um mulher.

A idade média de início mais comum é 28 anos, mas a faixa de 20 a 40 anos é geralmente respeitada. Pode ocorrer na infância (raramente) e freqüentemente os pacientes se mantém com crises até as décadas mais adiantadas.

Fatores de risco e desencadeantes dacefaleia em salvas

Alguns fatores são precipitantes de crises e outros fatores são de risco para o aparecimento da cefaléia em salvas.

Tabagismo e etilismo são muito associados a salvas. Geralmente são pacientes que fumam ou já fumaram ou até mesmo são tabagistas passivos. O álcool é um potente deflagrador de crises; em geral o paciente bebe com exageros fora dos surtos e sabe que não pode pôr uma gota de álcool na boca quando em fase de crises.

Altitude, baixa saturação de oxigênio, exposição a solventes, altas temperaturas, muita ansiedade, alterações do ritmo biológico, do ciclo sono-vigília e oscilações do humor são também associadas à Cefaleia em Salvas.

CAUSAS DA CEFALEIA EM SALVAS

Por que ocorre a cefaleia em salvas?

Os mecanismos da cefaléia em salvas são diversos, mas podemos dividir em três grupos ou aspectos: cronobiológico, vascular e oxigenação.

cronobiológico se dá porque na Cefaleia em Salvas ocorre a disfunção de um núcleo (núcleo supraquiasmático) numa região pequena e central do cérebro, o hipotálamo. O núcleo supraquiasmático é nosso relógio biológico. É através dele que ocorre o estímulo para a produção e secreção de melatonina na glândula pineal, substância que é alterada no sofredor de cefaléia em salvas.

O aspecto vascular se dá pelas alterações circulatórias das artérias cerebrais. A oxigenação interfere na cefaléia, pois muitos pacientes apresentam apnéia do sono, uma doença que reduz as taxas de oxigênio no cérebro. Também são fatores de risco o tabagismo e a altitude, ambos pela alteração nos níveis de O2.

Tratamento da cefaleia em salvas

O tratamento da cefaléia em salvas deve ser iniciado unicamente depois de um diagnóstico correto. Deve-se tratar preventivamente, ou seja, evitar que as crises apareçam, e também tratar a crise na hora que ela vem. Como a doença se manifesta por surtos, é interessante fazer um tratamento de transição, com medicamentos ou procedimentos que fazem efeito nas crises, enquanto o tratamento preventivo inicia gradualmente o seu efeito.

   
         
 
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