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Dr Mario Peres é médico neurologista, com doutorado em Neurologia pela Escola Paulista de Medicina (unifesp), Pós-doutorado na Thomas Jefferson University, Philadelphia, autor do livro “Dor de cabeça: o que ela quer com você”, e de mais de 70 publicações científicas. Foi eleito Fellow do American College of Physicians.
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CAUSAS DA ENXAQUECA
Enxaqueca é uma doença multifatorial. Fatores genéticos, ambientais (stress, poluição, barulho, mudanças climáticas, odores), dietéticos (glutamato monossódico (aji-no-moto), nitratos (presente em salsichas, salames), aspartame, cafeína (café, cha, coca-cola), álcool (vinho tinto) e jejum); hormonais (ovulação, menstruação, pílula anticoncepcional) e irregularidade dos padrões de sono são implicados como mecanismos causadores da enxaqueca.
Para saber mais sobre desencadeantes de enxaqueca clique
http://cefaleias.com.br/lang/en/2009/desencadeantes-de-enxaqueca |
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abril 20th, 2009
A enxaqueca apresenta quatro fases distintas: pródromo, aura, cefaléia e resolução/pósdromo. Pródromo, ou fase premonitória, consiste no período anterior a cefaléia, podendo ser de dias precedendo a crise de enxaqueca. Mais de 50% dos pacientes apresentam sintomas premonitórios como fadiga, bocejos, retenção de fluido, dor muscular, desejo para determinadas comidas (chocolates, carbohidratos), alteração de humor. Acredita-se que boa parte destes sintomas são mediados pelo sistema dopaminérgico, e que medicações antidopaminérgicas podem evitar a crise de enxaqueca. Diminuição da serotonina também ocorre na fase prodrômica. A aura enxaquecosa é definida por uma disfunção neurológica transitória originada no córtex cerebral (camada mais externa do cérebro) ou no tronco cerebral (base do cérebro, área de controle de funções vitais do organismo). A aura geralmente precede a crise de enxaqueca, mas também pode acompanhá-la. Em raras ocasiões, pacientes podem apresentar auras sem cefaléia. A Aura é na maioria das vezes visual, ou seja, pontos luminosos, linhas em zig-zag, pontos escuros. Podem ocorre outros tipos de aura, como as auras motoras (perda de força) ou sensitivas (formigamento ou perda da sensibilidade) geralmente em um braço, perna, face ou todo lado do corpo. A duração da aura e geralmente de 5 a 60 minutos, mas pode ser prolongada (mais que 60 minutos) ou curta (menos que 5 minutos). Auras ocorrem em cerca de 15% dos pacientes com enxaqueca, e são estes diagnosticados como enxaqueca com aura. A fase da cefaléia é certamente a que mais incapacita o sofredor de enxaqueca. A crise típica apresenta a característica dor pulsátil (latejante), localização em apenas um lado da cabeça (unilateral), piora da dor com esforço físico, dura de 4 a 72 horas. Apresenta náusea, vômitos, sensibilidade a luz, sons e cheiros associados a dor. A intensidade da dor é moderada para forte, e a crise causa grande impacto na vida do paciente, com perda da capacidade para atividades habituais. A fase posterior à cefaléia, a fase de resolução ou posdrômica é caracterizada por intolerância a alimentos, cansaço, dificuldade em concentração, e dolorimento muscular, esta fase é pouco estudada no campo da cefaléia, mas acredita-se que ela resulta da recuperação do organismo posterior a dor de cabeça. |
enxaqueca
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DEFINIÇÃO DE ENXAQUECA
A enxaqueca é uma doença crônica caracterizada por crises de dor de cabeça auto-limitadas devido a uma disfunção transitória do cérebro. A dor é geralmente do tipo pulsátil, latejante; tipicamente em um lado da cabeça, acompanhada de náusea, às vezes vômitos, e sensibilidade à luz e sons. É uma das cefaléias mais comuns na população geral, presente de 10 a 20% dos indivíduos. É uma das cefaléias mais incapacitantes, responsável por uma média de 4 dias de trabalho perdidos por ano nas pessoas acometidas. Existem modernos tratamentos que levam a um ótimo controle da doença, bem como rápido alívio das crises de enxaqueca. |
| Vários tipos de enxaqueca existem. Enxaqueca com aura, enxaqueca sem aura, enxaqueca basilar, enxaqueca oftalmoplégica, enxaqueca hemiplégica familial, enxaqueca retiniana, status enxaquecoso, enxaqueca complicada e enxaqueca transformada (cefaléia crônica diária) são os tipos descritos. Enxaqueca sem aura é a forma mais comum de enxaqueca, é na maioria das vezes o que popularmente se chama enxaqueca. A duração das crises é de 4 a 72 horas, e são necessárias 5 crises para considerarmos o diagnóstico de enxaqueca Os sintomas presentes na enxaqueca sem aura incluem a dor do tipo pulsátil, de moderada a forte intensidade, tipicamente em um lado da cabeça. A cefaléia piora com atividades habituais e é acompanhada de sensibilidade a luz, barulho e cheiros, enjôo, e por vezes vômitos. Enxaqueca com aura. Apresenta as mesmas características da enxaqueca sem aura, porém, fenômenos visuais como luzes, pontos escuros, figuras geométricas e até a perda de uma parte do campo visual são descritas. |
ENXAQUECA NA POPULAÇÃO
A enxaqueca é uma doença bastante comum na população geral. São acometidas aproximadamente 20% das mulheres e 10% dos homens, mas em determinadas faixas etárias, principalmente na fase mais produtiva, entre 30 e 50 anos, pode acometer ate cerca de 30% das mulheres. Em estudo epidemiológico feito recentemente no Brasil foi detectada a prevalência de 15,2% de enxaqueca no Brasil. A enxaqueca é mais comum em pessoas da raça branca, seguida pela raça negra, e menos comum em orientais. A enxaqueca é responsável por uma perda média de 4 dias de trabalho por ano nas pessoas acometidas, sendo uma das principais causas de falta ao trabalho. O impacto da enxaqueca também atinge atividades familiares, sociais e escolares. O seu custo indireto é estimado em 13 bilhões de dólares por ano nos estados unidos. Apesar do grande impacto na sociedade, a enxaqueca é ainda uma doença pouco diagnosticada, muitas pessoas são acometidas mas não sabem. Por isso, a maioria dos enxaquecosos não recebem tratamento adequado para as suas dores de cabeça. |
CAUSAS DA ENXAQUECA
Enxaqueca é uma doença multifatorial. Fatores genéticos, ambientais (stress, poluição, barulho, mudanças climáticas, odores), dietéticos (glutamato monossódico (aji-no-moto), nitratos (presente em salsichas, salames), aspartame, cafeína (café, cha, coca-cola), álcool (vinho tinto) e jejum); hormonais (ovulação, menstruação, pílula anticoncepcional) e irregularidade dos padrões de sono são implicados como mecanismos causadores da enxaqueca.
Para saber mais sobre desencadeantes de enxaqueca clique
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abril 20th, 2009
A enxaqueca apresenta quatro fases distintas: pródromo, aura, cefaléia e resolução/pósdromo. Pródromo, ou fase premonitória, consiste no período anterior a cefaléia, podendo ser de dias precedendo a crise de enxaqueca. Mais de 50% dos pacientes apresentam sintomas premonitórios como fadiga, bocejos, retenção de fluido, dor muscular, desejo para determinadas comidas (chocolates, carbohidratos), alteração de humor. Acredita-se que boa parte destes sintomas são mediados pelo sistema dopaminérgico, e que medicações antidopaminérgicas podem evitar a crise de enxaqueca. Diminuição da serotonina também ocorre na fase prodrômica. A aura enxaquecosa é definida por uma disfunção neurológica transitória originada no córtex cerebral (camada mais externa do cérebro) ou no tronco cerebral (base do cérebro, área de controle de funções vitais do organismo). A aura geralmente precede a crise de enxaqueca, mas também pode acompanhá-la. Em raras ocasiões, pacientes podem apresentar auras sem cefaléia. A Aura é na maioria das vezes visual, ou seja, pontos luminosos, linhas em zig-zag, pontos escuros. Podem ocorre outros tipos de aura, como as auras motoras (perda de força) ou sensitivas (formigamento ou perda da sensibilidade) geralmente em um braço, perna, face ou todo lado do corpo. A duração da aura e geralmente de 5 a 60 minutos, mas pode ser prolongada (mais que 60 minutos) ou curta (menos que 5 minutos). Auras ocorrem em cerca de 15% dos pacientes com enxaqueca, e são estes diagnosticados como enxaqueca com aura. A fase da cefaléia é certamente a que mais incapacita o sofredor de enxaqueca. A crise típica apresenta a característica dor pulsátil (latejante), localização em apenas um lado da cabeça (unilateral), piora da dor com esforço físico, dura de 4 a 72 horas. Apresenta náusea, vômitos, sensibilidade a luz, sons e cheiros associados a dor. A intensidade da dor é moderada para forte, e a crise causa grande impacto na vida do paciente, com perda da capacidade para atividades habituais. A fase posterior à cefaléia, a fase de resolução ou posdrômica é caracterizada por intolerância a alimentos, cansaço, dificuldade em concentração, e dolorimento muscular, esta fase é pouco estudada no campo da cefaléia, mas acredita-se que ela resulta da recuperação do organismo posterior a dor de cabeça. |
ENXAQUECA MENSTRUAL
Pacientes com enxaqueca menstrual (EM) são consideradas aquelas com crises de enxaqueca que aumentam sua freqüência durante o período menstrual, e constituem cerca de um terço das pacientes com enxaqueca. No entanto, enxaqueca menstrual verdadeira (EMV) são crises que ocorrem apenas entre os dias -2 (dois dias antes do inicio da menstruação) e +3 (três dias depois) do ciclo menstrual, e em nenhum outro dia fora deste período. Neste critério mais restrito, encontram-se apenas 7% das pessoas com enxaqueca.
Enxaqueca menstrual ocorre provavelmente pela queda dos níveis de estrógeno. O tratamento medicamentoso da enxaqueca menstrual engloba medicações preventivas, abortivas da crise e terapias hormonais. Anti-inflamatórios, ergotaminas e triptans podem ser usados para o tratamento da crise de enxaqueca, e estas mesmas medicações podem ser usadas numa estratégia chamada de prevenção de curto prazo, utilizando-as durante o período previsto de ocorrência das crises durante o período menstrual, geralmente de 5 a 7 dias. Medicações profiláticas normalmente utilizadas no tratamento preventivo da enxaqueca (antidepressivos, beta-bloqueadores, anticonvulsivantes) podem ser utilizadas durante todo o ciclo menstrual caso a paciente não responda a estratégia de prevenção de curto prazo. Terapias hormonais também podem ser utilizadas no tratamento da EM, particularmente os patches transdérmicos de estrógeno. Danazol, tamoxifeno e bromoergocriptina podem ser benéficos nos casos resistentes. Tanto a histerectomia quanto a ooforectomia não são efetivas no tratamento da EM. |
ENXAQUECA NA MULHER
Uma série de evidências ligam as cefaléias, particularmente a enxaqueca, e os hormônios sexuais femininos, estrógeno e progesterona. A enxaqueca na mulher é influenciada por diversas mudanças hormonais ao longo da vida, tais como, a menarca, menstruação, uso de contraceptivos orais, gravidez, puerpério, menopausa e terapia de reposição hormonal. A enxaqueca é mais freqüente nas mulheres (18%) do que em homens (6%), numa razão de 3:1, porém, em crianças na fase pré-puberal, esta diferença não existe. As crises de enxaqueca estão ligadas ao período menstrual em 60% das vezes, e ocorrem exclusivamente neste período em 14% dos casos. Enxaquecas pré-menstruais podem também fazer parte da síndrome pré-menstrual. A enxaqueca pode piorar na gravidez, durante o primeiro trimestre, e, embora a maioria das gestantes fiquem livres de dor de cabeça nos segundo e terceiro trimestres, 25% das mulheres não apresentam qualquer mudança nas crises durante a gravidez. A enxaqueca menstrual tipicamente melhora durante a gravidez, potencialmente por causa dos altos níveis mantidos de estrógeno. A terapia de reposição hormonal pode exacerbar as crises de enxaqueca, assim como o uso de contraceptivos orais. A prevalência da enxaqueca diminui com a idade, mas na menopausa pode ocorrer uma piora. |
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| Alameda Joaquim Eugenio de Lima, 881 cj 708, fone (11) 3285-5726 / 3285-1108 |
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